Luxação de patela

A patela, anteriormente conhecida como rótula, deve deslizar normalmente em uma depressão localizada no fêmur, chamada sulco troclear. Quando a patela se desloca para fora dessa região, ocorre a luxação patelar.
Causas

A luxação patelar pode ter diferentes origens:

  • Congênita: é a causa mais frequente, resultante de alterações no desenvolvimento ósseo.

  • Traumática: menos comum, ocorre após acidentes ou traumas diretos sobre o joelho.

Tipos e classificação

A luxação patelar pode ocorrer em duas direções:

  • Medial (mais comum)

  • Lateral

Ela é classificada em quatro graus, de acordo com a gravidade:

  • Grau I – deslocamento leve e intermitente, patela retorna facilmente ao sulco.

  • Grau II – deslocamento frequente, com instabilidade perceptível.

  • Grau III – luxação permanente, mas a patela pode ser reposicionada manualmente.

  • Grau IV – luxação permanente, geralmente acompanhada por severas deformidades ósseas.

Tratamento

O tratamento da luxação patelar é cirúrgico na maioria dos casos. As técnicas variam de acordo com o grau da luxação e a presença de deformidades ósseas associadas.

  • Nos casos leves, procedimentos de profundamento do sulco troclear e ajustes nos tecidos moles podem ser suficientes.

  • Nos casos graves, especialmente de grau IV, as cirurgias tornam-se mais complexas e desafiadoras, exigindo correções ósseas adicionais.

Prognóstico

Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria dos animais apresenta melhora significativa da função do membro e redução da dor. Porém, nos casos mais avançados, a recuperação pode demandar múltiplas técnicas cirúrgicas e acompanhamento pós-operatório rigoroso.